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Luiza Fullana e Carolina Bohrer ganharam as simples de Campos do Jordão, Ana Candiotto foi campeã de duplas em Barueri e a juvenil Duda Gomes, de apenas 14 anos, conseguiu sua primeira vitória como profissional. Esse foi o bom saldo do circuito de torneios de base promovidos de forma inédita pela Federação Paulista. O Podcast TenisBrasil esteve na etapa do Alphaville Tênis Clube para bater um papo com Duda, que está de malas prontas para o Japão. Também conversou com Sofia Mendonça, que se diz pronta para a transição à carreira de treinadora, mostrando ótima visão do que pode contribuir. E entrevista Danilo Gaino, presidente da FPT, que revela o segredo para realizar eventos de ótimo nível e muitos elogios: parcerias corretas e nada de gigantismos desnecessários.
Embora a conquista de dois troféus de Masters 1000 consecutivos na quadra dura seja um resultado gigante, o capitão brasileiro da Copa Davis diz não estar totalmente surpreso com o sucesso de Orlando Luz e Rafael Matos. "Eles já haviam mostrado todo esse potencial", afirma Jaime Oncins ao Podcast TenisBrasil. Um dos melhores duplistas brasileiros de todos os tempos, Oncins acredita que o dueto gaúcho chegará confiante ao US Open e será olhado com respeito ainda maior. "Os Grand Slam exigem adaptação devido ao terceiro set normal, mas isso não deve ser problema". O treinador lamentou a contusão de João Fonseca, o que pode tirá-lo do confronto diante da Suíça no Rio de Janeiro logo depois do US Open, e acha que o Brasil deveria estar com mais nomes no top 100 do ranking de simples: "Temos qualidade para isso".
Parceria que engrenou rapidamente desde a retomada, em janeiro deste ano, Rafael Matos e Orlando Luz podem chegar ao ATP Finals e realizar o sonho de toda a equipe. Isso é o que conta Luiz Peniza, um dos treinadores do centro de treinamento ADK, que divide o trabalho com Franco Ferreiro na orientação do dueto gaúcho. "Dupla de hoje exige assumir riscos", afirma Peniza ao Podcast TenisBrasil e destaca que a grande campanha em Montréal se deu justamente pela confiança demonstrada nos pontos decisivos. O técnico avalia seus dois jogadores, fala sobre o trabalho de preparação e diz que o fato de treinarem na mesma base de Itajaí é um ponto essencial. Peniza também é o capitão do time brasileiro da BJK Cup e fala de sua expectativa para o duelo de novembro contra o Canadá, em Vitória, que não vai contar com Bia Haddad.
Um dos mentores da Yes Tennis Academy, lugar que pavimentou o crescimento de João Fonseca ainda juvenil, Bruno Bonjean é o entrevistado desta semana no Podcast TenisBrasil. O tenista e empresário contou as bases que norteou todo o projeto, enfatizou a importância dada ao trabalho e desenvolvimento dos treinadores e afirma que a limitação de 50 alunos tem se mostrado ideal. Bonjean também fala muito sobre Fonseca. Destaca sua simplicidade e dedicação ferrenha aos treinamentos, o que tem sido um espelho para a garotada, e defende o calendário estipulado pelo treinador Guilherme Teixeira, "um dos profissionais mais comprometidos que já conheci". Ele considera natural, ainda que exagerada, a ansiedade do torcedor brasileiro por avanço contínuo de Fonseca no ranking, mas lembra que o "ranking é consequência e não objetivo final neste momento" e diz que existe um cuidado especial com lesões e saúde mental, problemas cada vez mais frequentes no exigente circuito profissional.
Felipe Meligeni passou um longo período de dificuldades e incertezas. Justamente no seu melhor momento, precisou operar as costas, perdeu o pai e, no retorno após seis meses de inatividade, voltou a sentir o tendão. Mas nada disso o desanimou. Em bate papo com o jornalista Felipe Priante, Meligeni conta no Podcast TenisBrasil toda essa dura trajetória. "Cheguei a pesar 12 quilos a mais porque só ficava jogando videogame", revela sobre o sofrido período de parada de 2025. Agora, depois de intenso trabalho físico e uma equipe toda renovada, que inclui a orientação de Thomaz Bellucci, ele se diz muito motivado. Ganhar o torneio no Pinheiros, há duas semanas, misturou surpresa e emoção. Apesar de estar no top 600, vai jogar o quali do US Open com ranking protegido, confiante de que pode embalar novamente a carreira neste segundo semestre.
O brasiliense Paulo Saraiva conheceu o tênis aos 13 anos, vindo de um projeto social. Aos 16, já era número 1 nacional e, pouco antes dos 18, ganhou seu primeiro ponto na ATP. Uma escalada espetacular, que exigiu enorme sacrifício pessoal, ajuda de pessoas bem intencionadas e dedicação gigante. Neste domingo, Saraiva fez final no M25 do Pinheiros, se reaproxima dos top 500 de simples e dos 200 nas duplas, com apoio da mesma equipe que treina Guto Miguel. No bate papo com o editor José Nilton Dalcim, ele relembra a dura trajetória, se diz um afortunado e segue com grande otimismo.
Marjorie Souza não teve uma carreira juvenil espetacular, optou por estudar e treinar no forte circuito universitário norte-americano e agora, aos 23 anos, dando os primeiros passos no circuito profissional, se surpreendeu com as duas finais já obtidas e com um ranking muito além da expectativa. No bate-papo com o editor José Nilton Dalcim durante o torneio do Pinheiros, disputado na semana passada, Marjorie contou sua trajetória e como tem superado metas desde que passou a treinar em São Paulo na academia da Rede Tênis. Natural de Serra Negra e formada em Psicologia, ela diz que a decisão de ir para os EUA foi acertadíssima porque enriqueceu seu estilo naturalmente ofensivo.
O bicampeonato de Jannik Sinner e a final inédita de Alexander Zverev em Wimbledon mostram como os dois encaram com seriedade a busca frenética por melhorias técnicas. Essa é a opinião de Alexandre Cossenza e Paulo Cleto, convidados do Podcast TenisBrasil desta semana. O bate-papo com o editor José Nilton Dalcim aborda também as surpresas da chave feminina, que culminaram com o título inesperado de Linda Noskova, e analisa a campanha de respeito do tênis brasileiro em dois Grand Slam consecutivos. Cossenza ainda aponta seus jogos de destaque na grama inglesa e Cleto prefere cautela para ver até onde a surpresa Arthur Fery pode ir na carreira.
Treinador brasileiro radicado na Espanha, onde já treinou importantes profissionais, o gaúcho Tiago Leivas se especializou no treinamento mental no tênis e explica no Podcast TenisBrasil desta semana como sentimentos tão fortes e frequentes, como medo, raiva e frustração, podem ser trabalhados de forma positiva. No bate-papo com o editor José Nilton Dalcim, Leivas também fala de como o próprio técnico precisa estar forte na parte emocional, fala sobre a velocidade crescente do tênis moderno e frisa que o trabalho mental tem de ser praticado durante o treinamento para que o jogador esteja preparado na hora de competir.
🎙272 - "Guto tem mental diferenciado", garante técnico Santos Dumont O campeão juvenil de Roland Garros embarca nesta quarta-feira para a Inglaterra, onde disputará dois torneios sobre quadra de grama, o principal deles o de Wimbledon, e em ambos ele será novamente o principal favorito, já que segue como líder do ranking mundial. O treinador Santos Dumont Guimarães conta no Podcast TenisBrasil como foi a preparação e reafirma que a meta para o segundo semestre é praticamente toda focada no circuito profissional, com exceção ao US Open juvenil "porque ele tem por meta terminar o ano como número 1". Entre os tópicos do bate-papo com o editor José Nilton Dalcim, o técnico enfatiza a importância que foi a campanha no challenger de Santos, "um divisor de águas". Dumont elogia a capacidade de visão de jogo de Guto, mas ainda cobra maior consistência nas partidas, e acha que tecnicamente seu pupilo está bem perto do objetivo traçado.
Um dos mais gabaritados treinadores do tênis nacional, o ex-profissional e também empresário Marcelo Meyer acaba de lançar seu segundo livro. Em clima descontraído e muito informativo, a obra "Bate-papo" responde nada menos que 113 perguntas sobre os mais diferentes aspectos do esporte, de treinamento a empreendedorismo. Na conversa com o editor José Nilton Dalcim, Meyer adianta alguns tópicos abordados, como a importância em controlar a mente, o papel da família nas carreiras juvenis e como clubes e academias precisam se adaptar ao momento de alta que o esporte vive em todo o país. "Existe diferença entre talento e habilidade no tênis e eu dou muito valor à questão do talento, que acima de tudo é a disposição em se dedicar de corpo e alma ao esporte", afirma Meyer, que treinou promessas como Marcelo Saliola e Andrea Vieira e vê ótimo futuro à nova geração nacional.
Com resultados inesperados, quedas dos líderes do ranking e novos campeões, Roland Garros foi um dos mais diferentes Grand Slam dos últimos tempos e serviu para redimir Alexander Zverev e mostrar que Mirra Andreeva pode brigar pela ponta do ranking. Estas são algumas conclusões dos analistas convidados, Alexandre Cossenza e Otávio Maia, no Podcast TenisBrasil desta semana. Em bate papo com o editor José Nilton Dalcim, eles também falam sobre a fragilidade física de Jannik Sinner, o derretimento de Aryna Sabalenka e destacam o jogo cada vez mais maduro de João Fonseca, que marcou não apenas vitórias espetaculares como mostrou evolução técnica, tática e física. Por fim, Cossenza e Maia falam do título juvenil de Guto Miguel, mas ressaltam que a expectativa é de um crescimento menos explosivo do que aconteceu com Fonseca.
🎙269 - Tênis de Mato Grosso cresce e dá bons exemplos Depois de sofrer problemas internos, a Federação do Mato Grosso passou a ter administração empresarial nas mãos do presidente Jurandir Lima. E, em pouco tempo, a modalidade viu crescimento quantitativo e qualitativo. O Programa Virando a Chave tem sido a base do trabalho, dando espaço aos clubes e treinadores, trazendo a família e aumentando o calendário. Agora, Lima quer colocar em ação o projeto "Tênis para Todos", com parcerias estratégicas e ocupação maior dos espaços públicos. "Leo Storck, Livas Damazio e Agnes Loyola mostram que temos qualidade, e a Federação ajuda em tudo o que pode", conta o presidente no Podcast TenisBrasil.
Um dos poucos brasileiros a chegar numa final de Roma, o ex-profissional e agora técnico e empresário Mauro Menezes é o convidado desta semana no Podcast TenisBrasil. Na sua opinião, o amplo domínio de Jannik Sinner é saudável: "Isso ajuda a divulgar mais o esporte e torna o italiano um exemplo a ser seguido", avalia. Menezes também destaca o crescimento técnico do circuito feminino, com jogadoras cada vez mais versáteis e competitivas, e recorda seu vice-campeonato de duplas com Danilo Marcelino, em 1989, quando perderam o título para Pete Sampras e Jim Courier. "Roma era muito diferente em termos de estrutura", conta. Ele também criou há sete anos o Instituto Próxima Geração, projeto social que tem o tênis como base, e se diz realizado: "A proposta de transformar a vida das crianças, das famílias, tem sido plenamente atingida. Hoje temos alunos que chegaram à faculdade e estão dando aulas", comemora.
O tênis brasileiro vai chegar ao cinema. Esse é o projeto de quatro anos que o premiado cineasta Leandro Lima determinou para a realização de um trabalho de fôlego, tentando acompanhar o desenvolvimento das principais promessas nacionais passo a passo. Inclusão social e empoderamento são temas que Leandro aborda em seu trabalho de mais de 20 anos e ele acredita que isso também vale para o tênis, esporte que passou a praticar há dois anos e se apaixonou. "Costumo bater bola no Pelezão, que tem quadras públicas aqui na Zona Oeste de São Paulo, e um dia deparei com um morador de rua jogando tênis. Achei a história incrível e percebi que o esporte tem muita história para contar".
O tênis brasileiro teve cerca de 40 jogadores que atingiram o top 100 de simples, mas poucos seguiram em quadra depois da aposentadoria. Thiago Alves é uma das importantes exceções. Há uma década, ele comanda o centro Alves Oliveira em São José do Rio Preto e agora encabeça um projeto de tênis competitivo que será lançado na academia Next Level, em São Paulo. Na entrevista ao editor José Nilton Dalcim, o ex-número 88 do mundo relembra sua carreira e mostra como sua experiência tem sido válida no desenvolvimento de jovens tenistas. Ele acha que as oportunidades melhoraram para a difícil fase de transição do juvenil para o profissional, porém a competitividade aumentou. "O tênis vive um novo 'boom' no Brasil, estamos mais estruturados, mas precisamos aproveitar o momento com união e metas", destaca.
Há 19 anos, o professor Pedro Stucchi percebeu que poderia fazer muita coisa com a quadra pública da Prefeitura de Valinhos, cidade de 130 mil habitantes na região metropolitana de Campinas. Criou o "Raquete para Todos" e desde então cumpre com rigor sua proposta: já colocou 3 mil pessoas em contato com o tênis e distribuiu cerca de 2 mil raquetes. Tudo gratuito. "Temos um lema: quem tem média 7 na escola, ganha raquete", conta o sempre entusiasmado Stucchi. "Para quem ainda não possui boletim, a premiação é dada se comer salada". Ou seja, uniu esporte, educação e saúde, criando uma grande corrente de amigos, tenistas, empresários e lojistas da região, que sustentam o dia a dia do projeto social. Mas ele vai além: trabalha com pessoas com necessidades especiais, como o autismo; já mandou tenista para o universitário norte-americano; forma professores, tem equipe competitiva e ajuda cadeirantes. Um tremendo exemplo.
Não é apenas o tênis tradicional que vive um momento de expansão pelo Brasil. O tênis sobre cadeira de rodas também está em ascensão, com ótimos resultados internacionais. E muito disso se deve ao excepcional trabalho do mineiro Leo Botija, que revelou e treina dois nomes fortíssimos da nova geração, Vitória Miranda e Luiz Calixto. O jornalista Mário Sérgio Cruz bateu um gostoso papo com Leo para o Podcast TenisBrasil desta semana e o treinador não segurou as lágrimas ao contar sua história de dedicação e perseverança, que mudou a perspectiva de vida de Vitória e Luiz. Os dois cadeirantes passam a encarar o circuito profissional nesta temporada.
A relação entre os pequenos e jovens tenistas e sua sempre ansiosa e participativa família no desenvolvimento da carreira tem um lado muito positivo, mas também pode gerar conflitos, dramas e desentendimentos. Baseado em sua experiência e com o objetivo de dar dicas e sugestões aos pais, Éder Miranda lançou o livro "Ponto a Ponto: Manual de Sobrevivência para Pais de Atletas". Na conversa com o editor José Nilton Dalcim no Podcast TenisBrasil desta semana, Miranda conta sua relação com os filhos Thomas, Catharina e Benjamin, aborda temas importantes, como a transferência de desejos, interferência técnica, diferentes tipos de cobrança e a necessidade tanto de divertimento e como de interação familiar.
Nunca se falou tanto sobre a necessidade do trabalho psicológico no tênis, e por isso o Podcast TenisBrasil foi ouvir o psicólogo esportivo e também treinador Daniel Moraes, que admite que a área ainda não recebe a atenção ideal dos jogadores e suas equipes, mas já vê avanços consideráveis. A entrevista contou com a participação da ex-top 50 Patrícia Medrado e usou o momento de Bia Haddad como importante exemplo da dificuldade de recuperação da carreira e a ascensão de João Fonseca como lado muito positivo. A chave, segundo Moraes, é entender ou se descobrir o que gera o bloqueio emocional. E isso vale do profissional ao amador. O especialista, que tem um método próprio, chamado Ponto de Impacto, já atendeu mais de 1.000 tenistas, enfatiza a importância do treinamento teórico e prático do processo mental e diz que um dos segredos do tênis é se estar à frente da emoção.
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Observed September 20, 2026.
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