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Published by Instituto Brasil Israel
O 'E eu com isso?' é o podcast do Instituto Brasil-Israel. Com convidados diferentes, aprofundamos questões religiosas, éticas, políticas e sociais, sempre evitando análises rasas e estereótipos vazios. Anita Efraim é jornalista, mestre em comunicação política pela Universidad de Chile e santista. Amanda Hatzyrah é professora e pesquisa temas relacionados à literatura e cultura judaica, língua hebraica e sociedade israelense, na Universidade de São Paulo. João Torquato é músico ativista do movimento negro e pesquisa os conflitos que se originaram a partir da desintegração da Iugoslávia.
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Quando falamos em comédia judaica, muitas das nossas referências vêm de fora, sobretudo dos Estados Unidos. O país abriga uma das maiores comunidades judaicas da diáspora e, ao longo do século XX, essa presença deixou marcas profundas na cultura americana, do cinema e da televisão ao stand-up e à literatura. De Seinfeld a Long Story Short, passando por uma longa tradição de comediantes de stand-up, são inúmeras as produções em que experiências, referências e personagens judaicos aparecem como matéria-prima para o humor. Mas, quando pensamos em comédia judaica brasileira, a memória talvez não seja tão imediata. Será que ela existe, mas é menos reconhecida como tal? Ou será que, de fato, temos uma produção menor nesse campo? E, afinal, o que faz uma comédia ser considerada judaica? Para conversar sobre essas questões, recebemos hoje dois convidados que estão justamente pensando e fazendo comédia judaica no Brasil: Kika Hamaoui, roteirista de comédia e diretora, e Yuri Gofman, comediante, roteirista e diretor. Ambos são idealizadores do projeto Kosher, The Comedy.
No dia 30 de agosto, em um jogo de futebol, um menino corintiano foi ao estádio assistir ao jogo entre Corinthians e Santos. Além de corintiano, ele era muito fã do Neymar. Ele e os pais levaram uma faixa pedindo a camisa do jogador e deu certo: o garoto saiu do estádio com a blusa do camisa 10 do Santos. Mas, além de sair com a camisa, ele e a família saíram escoltados pela polícia dada a hostilidade de outros corintianos contra a criança, que queria a camisa do rival.Talvez você esteja se questionando: se eu dei play num podcast sobre judaísmo e judeidade, por que eu estou ouvindo sobre futebol? Porque essa história horrorosa serve também como reflexão. É fácil condenar ataques de adultos contra uma criança, mas e quando esse extremismo e violência vem de nós mesmos? Pra refletir sobre esse assunto hoje, nós convidamos o Henry Gherson, diretor voluntário da Comunidade Shalom e alguém que se vê apartado do que convencionamos a chamar de “comunidade judaica” devido à uma violência interna que parece ter aumentado nos últimos anos.
Os Estados Unidos são o país com maior número de judeus na diáspora - quer dizer, tirando Israel, é onde mais tem judeus no mundo. São cerca de 7 milhões de judeus no país. E por serem tantos, parte da cultura judaica foi incorporada à cultura norte-americana. Termos em iidish são gírias, piadas judaicas aparecem nas séries e filmes produzidos em Hollywood e dificilmente um judeu vai ouvir um comentário como “nossa, você é o primeiro judeu que eu conheço”. Mas há quem diga que a “era de ouro” dos judeus norte-americanos chegou ao fim. Nossa convidada hoje é Stephanie Kestelman, ela é phD em Economia na universidade de Harvard, mora nos Estados Unidos desde 2012 e já morou na Pensilvânia, em Nova York, Massachusetts e, agora, mora em Washington DC. Aqui no Brasil, ela cresceu inserida na comunidade judaica, foi de movimento juvenil, e sempre tentou estabelecer uma vida judaica por onde passou. E compartilha sua vivência de 14 anos nos Estados Unidos.
Brasil e Israel vão às urnas com poucas semanas de diferença, e chegam a essas eleições sem embaixador um no país do outro. São Paulo, que abriga a maior comunidade judaica brasileira, também está sem cônsul israelense. A relação que começou em 1947, com o Brasil presidindo a Assembleia da ONU que aprovou a partilha da Palestina, hoje se resume a cargos vazios. Hoje a gente reconstrói esse caminho: de 1947 à viagem de Lula em 2010, até o impasse atual, e o que ele significa na prática pra quem depende desses serviços. Com a gente, direto de Israel, a jornalista Daniela Kresch, correspondente do IBI
Um meme que circula pela internet diz: “Claro que eu sou uma pessoa que resolve problemas. Eu não posso culpar os judeus por todos os meus erros”. A piada toca em algo muito real: sempre que surge uma crise, um escândalo ou um acontecimento difícil de explicar, não demora para aparecer alguém apontando o dedo para os judeus ou para Israel. Crise em Ceuta? Culpa de Israel. George Soros e a tentativa de fazer do mundo comunista? Culpa dos judeus. Caso Epstein? Só podia ser judeu. SEMPRE que algo absurdo acontece no mundo, surge alguém pra dizer que foi tudo um plano orquestrado por judeus. Claro, esse fenômeno não é uma grande novidade: podemos lembrar pelo menos dos protocolos dos sábios de sião na Rússia Czarista. Mas de onde vem essas associações? Recebemos hoje Karl Schurster, pós-doutor em História pela Universidade Livre de Berlim. Pesquisador do CNPq e assessor do Instituto Brasil Israel.
Enquanto a guerra contra o Irã e no sul do Líbano continua ocupando boa parte das manchetes, outra região vive uma escalada de violência: a Cisjordânia. Nos últimos meses, aumentaram os ataques de colonos contra palestinos, cresceram os confrontos envolvendo forças de segurança israelenses e lideranças políticas passaram a alertar para o risco de agravamento da situação. Dados divulgados recentemente mostram que os crimes nacionalistas cometidos por judeus israelenses na Cisjordânia cresceram cerca de 50% apenas no primeiro semestre deste ano. Além disso, episódios recentes deixaram mortos palestinos e israelenses e reacenderam o debate sobre os assentamentos, a violência dos colonos e o futuro político da região. Hoje a gente vai conversar com Rafael Arkader, brasileiro que mora em Israel e militante do movimento Omdim Beiachad, que vai nos ajudar a entender o que está acontecendo na Cisjordânia, por que a violência tem aumentado nos últimos meses e quais são as implicações desse cenário para o futuro das relações entre israelenses e palestinos.
No episódio extra desta semana, Anita Efraim conversa com Breno Isaac Benedykt , curador da coleção A Questão Judaica Contemporânea , sobre o lançamento do livro " Depois do 7 de outubro: Ensaios sobre a condição judaica ." A obra reúne reflexões sobre identidade judaica, antissemitismo, sionismo, Gaza e os desafios da experiência judaica contemporânea. Durante a conversa, Breno apresenta a proposta da coleção, fruto de uma parceria entre o Instituto Brasil-Israel e a Editora Perspectiva, e fala sobre o evento de lançamento do livro Depois do 7 de outubro: Ensaios sobre a condição judaica . O encontro acontece neste sábado, 8 de agosto, às 16h, no Museu da Imagem e do Som (MIS-SP), com a participação de Ilana Feldman, Daniel Douek, Betty Fuks e Daniel Feldmann, e mediação de Lia Vainer Schucman.
As eleições em Israel tem data para acontecer: 27 de outubro. Os israelenses vão às urnas basicamente pra decidir se Benjamin Netanyahu será mantido no poder ou se haverá um novo líder no país. Essa é nossa primeira edição gravada ao vivo e com plateia do nosso podcast e escolhemos esse tema, que é tão relevante pra judeus de todo o mundo. Quem são os candidatos ao cargo mais alto da política israelense? Quais as ideias deles? E quais as chances reais de um novo líder emergir em Israel?Pra conversar com a gente hoje nesse episódio especial, cuja gravação está indo ao ar normalmente pra quem não pode estar conosco, recebemos João Miragaya! Ele que está no Brasil e conseguiu um tempo pra estar conosco. João é mestre em história geral pela Universidade de Tel Aviv, assessor aqui do IBI e apresentador do podcast “Do Lado Esquerdo do Muro”
Todos os anos, no calendário judaico, há um dia dedicado ao luto, à memória e à reflexão. Tishá BeAv relembra a destruição do Primeiro e do Segundo Templo de Jerusalém, mas também convida a pensar sobre as causas profundas dessas tragédias. Segundo a tradição judaica, não foram apenas os inimigos externos que levaram à destruição: o ódio entre as próprias pessoas também teve um papel decisivo.Em um momento em que a polarização e a desumanização parecem cada vez mais presentes no debate público, essa antiga reflexão continua surpreendentemente atual. Para conversar sobre o significado de Tishá BeAv e sobre o que essa data pode nos ensinar hoje, convidamos David Diesendruck, diretor e cofundador do IBI.
No dia 7 de outubro de 2023, Israel viveu o ataque mais letal de sua história. Terroristas do Hamas atravessaram a fronteira da Faixa de Gaza, atacaram comunidades israelenses, assassinaram civis e sequestraram centenas de pessoas. Os acontecimentos daquele dia desencadearam uma guerra que continua produzindo impactos em toda a região. Quase três anos depois, uma minissérie israelense revisita esses eventos a partir da perspectiva de quem os viveu. Em vez de focar em líderes políticos ou operações militares, “Um Dia em Outubro”, disponível no HBO Max, acompanha histórias reais de sobreviventes que precisaram tomar decisões impossíveis em meio ao caos. Narrar uma tragédia tão recente é sempre um desafio. Como reconstruir acontecimentos que ainda estão vivos na memória de milhares de pessoas? Como transformar testemunhos reais em narrativa audiovisual sem perder a complexidade dos fatos? Quando pensamos no 7 de outubro, normalmente falamos de números, operações militares ou decisões políticas. Mas a série nos convida a olhar para outra dimensão da história: o medo, a sobrevivência, as escolhas feitas em segundos e as marcas emocionais deixadas por um trauma coletivo. Ao acompanhar diferentes sobreviventes, Um Dia em Outubro nos lembra que grandes acontecimentos históricos também são vividos de forma íntima e profundamente humana.
Hoje a gente vai conversar sobre um dos relatos mais marcantes já publicados sobre os ataques de 7 de outubro de 2023. Com tradução para o português lançada em junho deste ano, o livro “Refém: 491 Dias nas Mãos do Hamas”, conta, em primeira pessoa, a história de Eli Sharabi, um homem que sobreviveu ao massacre no kibutz Beeri e passou centenas de dias como refém do Hamas na Faixa de Gaza. Ao longo do livro, Sharabi reconstrói a invasão da sua casa, a separação da família, o cotidiano do cativeiro e a luta para continuar vivo, física e emocionalmente. É um relato duro, íntimo e profundamente humano, que ajuda a compreender uma das dimensões mais dolorosas da guerra entre Israel e o Hamas. Nossa convidada hoje é a Anita Efraim, já ouviram falar dela? Além de jornalista e mestre em comunicação política, ela também é uma leitora voraz.
Com a ascensão do nazismo na Europa, pessoas LGBTQIA+ passaram a ser perseguidas de forma sistemática. Apesar disso, essa é uma dimensão menos conhecida da história no contexto do Holocausto. Por quê? Visando o resgate dessa narrativas silenciadas, o Museu do Holocausto de Curitiba realizou, no último dia 23, a visita temática “Além do Silêncio: existências LGBTQIA+ durante o Holocausto”. Para aprofundar o tema e nos contar como foi o processo de pesquisa para essa visita, convidamos o Michel Ehrlich, que é historiador, educador e coordenador de História do Museu do Holocausto de Curitiba.
Estados Unidos e Irã assinaram na semana passada um memorando. O documento previa a paralisação imediata dos ataques entre Israel e Irã e também entre Israel e Hezbollah. Entre outros termos, a negociação diz que o Irã não pode comprar armas nucleares, mas não esclarece como fica o enriquecimento de urânio no país. Em contra-partida, os iranianos, reabriram o Estreito de Ormuz. O documento fala sobre Israel, mas a negociação em si não teve israelenses. É consenso entre os analistas de que o memorando fortalece o Irã e enfraquece Israel. Como fica a situação da relação entre Estados Unidos e Israel com Donald Trump escanteando Benjamin Netanyahu das negociações? A partir da assinatura, os países têm 60 dias para entrar em um acordo definitivo. Quais as tendências para o futuro? Pra conversar com a gente hoje, recebemos o jornalista Henrique Cymerman, que cobre o Oriente Médio há mais de três décadas.
Faz anos que a sociedade israelense vive um dilema em relação a convocação dos ultraortodoxos para o Exército. Teoricamente, o serviço militar em Israel é obrigatório. Mas, na fundação do Estado, o então primeiro-ministro David Ben Gurion permitiu que jovens ultraortodoxos ficassem de fora do Exército. Mas, na época, eram cerca de 400 jovens. Esse panorama mudou muito após 78 anos. Os ultraortodoxos já são milhares. E a isenção do serviço militar causa grande desconforto em Israel. Mas será que faz sentido que esses jovens sejam incorporados ao exército israelense? E se não forem, como fica o número de soldados? São muitas perguntas, poucas respostas, mas dilemas importantes de serem encarados. Nosso convidado é Eitan Gottfried, cientista político e primeiro sargento (res.) da unidade dos Paraquedistas do Exército de Israel. Desde o 7 de Outubro ja serviu mais de 300 dias, incluindo a batalha no Kibutz Kfar Aza, e operações dentro da faixa de Gaza e Libano. Mora em Israel há quase 11 anos e trabalha no Israel Democracy Institute, um instituto de pesquisa que tem como objetivo proteger o caráter judaico e democratico de Israel através de pesquisa aplicada e políticas públicas baseadas em dados.
Ao longo dos últimos anos, a palavra “representatividade” passou a ocupar um espaço maior no nosso dia a dia. Basicamente, é o conceito que fala sobre presença e visibilidade de diferentes grupos sociais na comunicação. E no audiovisual, como é ser judeu ou criar personagens judeus? Há algum tipo de resistência a essas figuras? E o que significa ser judeu hoje no meio da cultura? Nossa convidada é Iafa Britz, produtora de cinema, sócia da Migdal Filmes, psicóloga e uma autêntica iídiche mame! Bem-vinda.
Quando Israel e Hezbollah aceitaram um cessar-fogo, muita gente imaginou que a guerra na fronteira entre Israel e Líbano finalmente havia chegado ao fim. Mas os últimos acontecimentos mostram uma realidade diferente. Ataques de drones continuam acontecendo, tropas israelenses avançaram para novas posições no sul do Líbano e o governo de Benjamin Netanyahu afirma que está ampliando uma zona de segurança para proteger as comunidades do norte de Israel. Ao mesmo tempo, o Hezbollah continua presente na região, acusa Israel de violar o acordo e mantém sua capacidade de atacar o território israelense. Afinal, esse cessar-fogo existe apenas no papel? O que está acontecendo na fronteira norte de Israel? E quais os riscos de uma nova escalada regional? Nosso convidado de hoje é Henry Galsky, brasileiro que vive em Israel, jornalista, correspondente da CNN Portugal e editor do portal Israel de Fato.
Na semana passada, um vídeo de apenas 56 segundos movimentou o mundo diplomático e fez Israel estampar manchetes por todo o mundo. As imagens mostravam um político israelense humilhando ativistas de uma flotilha, que buscava furar o bloqueio de Israel à Faixa de Gaza. Hoje, nós vamos te contar aqui a história desse político.As imagens publicadas nas redes dele geraram choque em todo mundo, mas só surpreende quem não conhece a história dele. Nesse episódio um pouco diferente, a gente vai te apresentar Itamar Ben Gvir pra além do nome e do cargo, contar uma história que começa há 31 anos e discutir por que ele é um personagem bastante representativo sobre o momento político de Israel.
Recentemente, aqui no podcast, falamos das eleições em Israel, que devem acontecer em outubro. No mesmo mês, acontece a eleição aqui no Brasil. Neste ano, votaremos para presidente, governador, deputado federal, estadual e dois senadores. Não é incomum que Israel apareça como tema eleitoral - ou eleitoreiro. Mas será que Israel e os judeus são assuntos que realmente têm impacto na votação que define o futuro político do país? Nosso convidado é Bernardo Sorj, Professor titular de sociologia da UFRJ, conselheiro do IBI e diretor da plataforma democrática da fundação Fernando Henrique Cardoso.
A prisão do ativista brasileiro Thiago Ávila em Israel gerou forte repercussão, mobilizou o governo brasileiro e reacendeu as discussões sobre os limites do ativismo internacional, o direito de Israel de interceptar embarcações e a disputa de narrativas em torno do conflito.Para entender esse episódio, é preciso olhar para o contexto mais amplo: o bloqueio imposto à Faixa de Gaza, as tentativas de rompê-lo por flotilhas humanitárias e as diferentes interpretações jurídicas e políticas sobre esse tipo de ação. Afinal, o que diz o direito internacional sobre o bloqueio e sobre essas embarcações? E como interpretar a escalada política e jurídica em torno desse tema nos últimos anos? Nosso convidado é João Paulo Charleaux, jornalista, escritor e analista político. Autor de "As Regras da Guerra”.
As eleições em Israel devem acontecer em outubro, mas a corrida eleitoral já começou. Novas alianças movimentam o tabuleiro, enquanto o governo de Benjamin Netanyahu se mexe para, de alguma forma, manter-se no poder. Em Israel, a população vota em listas de partidos. O número 1 de cada lista é o candidato à primeiro-ministro. Mas só é possível formar o governo se houver um acordo, se o vencedor formar uma coalizão que some ao menos 61 cadeiras, o que dá maioria no parlamento. Ou seja, não necessariamente o vencedor conseguirá formar coalizão. Pra falar sobre esse tema, nosso convidado é João Miragaya, mestre em história pela universidade de Tel Aviv, apresentador do podcast “Do lado esquerdo do muro” e assessor do IBI.
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Observed September 20, 2026.
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